No alto da Chapada Diamantina, a mais de 1.000 metros de altitude, Morro do Chapéu reúne um clima raro no semiárido baiano: dias quentes e noites frias. É essa combinação que transformou a cidade em um polo de fruticultura de qualidade e a colocou no mapa do vinho de altitude do Nordeste.
A primeira vinícola da Chapada Diamantina
Morro do Chapéu abriga a primeira vinícola da Chapada Diamantina. O cultivo de uvas viníferas começou por aqui em 2010, em uma parceria que envolveu produtores locais, o poder público e cooperativas da região de Champagne, na França. Das primeiras safras nasceram os vinhos de altitude, produzidos em um terroir singular, marcado pelo frescor das noites serranas. Hoje a cidade integra a rota do enoturismo baiano, com vinícolas que recebem visitantes, como a Vinícola Vaz e a Vinícola Reconvexo.
Morangos, uvas e as frutas da serra
Além das uvas, a altitude favorece o cultivo de frutas de clima temperado pouco comuns no sertão: morangos, além de experiências com pera, pêssego, ameixa e tomate. Os morangos e as uvas se tornaram símbolos do desenvolvimento agrícola local, gerando trabalho para famílias da região e atraindo o turismo de experiência — colher a fruta no pé, conhecer a produção e provar o que a serra oferece.
Vinhos de altitude da Vinícola Reconvexo, em Morro do Chapéu. Foto: Vinícola Reconvexo.
Mais que uma paisagem
Conhecida pelas cachoeiras, pelos cânions e pela formação rochosa que dá nome à cidade, Morro do Chapéu une beleza natural, história e uma economia que cresce a partir do campo. É essa terra — do produtor rural ao comerciante, da gente que trabalha — que o nosso escritório tem orgulho de chamar de casa.
Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina baiana.
Imagens do vinhedo e dos vinhos: cortesia da Vinícola Reconvexo, Morro do Chapéu/BA.